Gestores analisando telas de plataformas de recrutamento digital lado a lado

Quando o assunto é recrutamento digital em 2026, as empresas se deparam com uma avalanche de plataformas e soluções. Decidir entre ferramentas consolidadas pode parecer uma tarefa complexa, principalmente diante de tantas promessas de automatização, integração e experiência. Em nossos treinamentos na Motim Educação, ouvimos diariamente gestores de RH, T&D e líderes de estágio ou trainee buscando clareza para escolher o melhor sistema. Nosso objetivo aqui é compartilhar insights práticos que ajudem nessa escolha, olhando para Gupy, Kenoby e Sólides.

A escolha certa transforma o processo seletivo e acelera resultados.

Por que o recrutamento digital é agora o padrão?

O crescimento do trabalho mediado por plataformas digitais não é uma tendência passageira, mas uma parte do novo perfil do mercado brasileiro. Segundo o IBGE, o Brasil já ultrapassou 2 milhões de pessoas atuando nesse ambiente, mostrando como a digitalização se tornou base para diferentes áreas, inclusive o RH.

Essa realidade está nos fluxos de atração e seleção: 53% das empresas brasileiras já realizam contratações totalmente digitais e 92% dos recrutadores acreditam que é possível manter o olhar humanizado mesmo com tecnologia. Vivemos em um contexto em que sistemas inteligentes podem filtrar dados, economizar tempo e garantir assertividade nos resultados. O segredo está em saber escolher.

O que considerar ao comparar plataformas?

No dia a dia, acompanhamos líderes que tentam equilibrar velocidade e personalização. Por isso, baseamos nosso comparativo nos pontos que mais influenciam o sucesso de recrutamento digital:

  • Recursos de triagem automatizada
  • Integração com outros sistemas e plataformas
  • Experiência do candidato
  • Relatórios para tomada de decisão
  • Flexibilidade para programas de estágio e trainee

Vamos entender cada um desses tópicos sob a ótica das três plataformas mais presentes em discussões e práticas atuais: Gupy, Kenoby e Sólides.

Triagem automatizada: como cada ferramenta lida com volume?

Já acompanhamos equipe de RHs sufocadas pela quantidade de inscritos em processos. Automatização virou palavra-chave. De acordo com estudos publicados sobre RHs no Brasil, 70% das empresas usam algum tipo de inteligência artificial em suas etapas, e a triagem é um dos principais usos.

  • Gupy: Possui sistemas avançados de triagem com IA capaz de priorizar candidatos mais aderentes ao perfil da vaga. Isso reduz drasticamente o tempo gasto em análise de currículos.
  • Kenoby: Oferece filtros lapidados, que podem ser programados de acordo com pré-requisitos, eliminando candidaturas fora do perfil em etapas iniciais.
  • Sólides: É conhecida pela forte avaliação comportamental, utilizando algoritmos próprios para alinhar perfil técnico e comportamental ao da equipe ou lideranças.

Nossa experiência revela que, onde há alto volume de inscrições, a qualidade da automação é determinante para o ritmo do processo seletivo. Quando combinamos automação com uma capacitação assertiva dos times, como mostramos neste artigo sobre descoberta de necessidades de treinamento, o ganho é ainda maior.

Três profissionais analisando candidatos online em telas de computador

Integração com sistemas: torne o RH mais conectado

Para quem já tem um ecossistema de sistemas (ERP, folha de pagamento, plataformas EAD ou universidade corporativa), integração não é mais “algo a mais”, é básico. Imagine precisar importar dados manualmente a cada nova contratação: retrabalho e risco de falhas aumentam.

  • Gupy: Contempla integração nativa com sistemas de folha e pontos de mídia para divulgação de vagas.
  • Kenoby: Oferece APIs abertas, permitindo conexão com diversos softwares, facilitando fluxos de trabalho automatizados.
  • Sólides: Tem foco na integração com ferramentas de avaliação comportamental e apresenta módulos extra para desempenho contínuo dos colaboradores.

Trabalhar com recrutamento digital exige que as ferramentas conversem entre si para evitar retrabalho e garantir dados atualizados em tempo real. Isso vale duplamente para quem investe em universidade corporativa, tema que detalhamos em nosso artigo sobre universidade corporativa para gestores.

Experiência do candidato: o que realmente engaja?

Criar experiências positivas para candidatos faz toda a diferença. Do lado de cá, já vimos processos onde a plataforma trava, formulários gigantes cansam ou ausência de retorno gera avaliações negativas. A experiência do candidato impacta a marca empregadora.

  • Gupy: Investe em interface limpa, comunicados automatizados e feedback em cada etapa.
  • Kenoby: Disponibiliza acompanhamento em tempo real, onde o candidato sabe exatamente onde está no processo.
  • Sólides: Se destaca por avaliações comportamentais gamificadas, tornando a jornada mais imersiva.

Quando falamos com gestores de programas de estágio e trainee, eles buscam plataformas que sejam fáceis para jovens talentos e que não criem barreiras na inscrição.

Experiência simples diminui o abandono e aumenta o alcance de talentos.

Relatórios para decisão: como extrair inteligência dos dados?

Fazer seleção baseada em dados deixou de ser luxo de multinacional. Empresas de todos os portes já usam dashboards para demonstrar taxas de conversão, tempo médio de contratação e pontos de desistência.

  • Gupy: Apresenta painéis detalhados, inclusive para medir diversidade e inclusão.
  • Kenoby: Permite personalizar relatórios para diferentes públicos, do RH à diretoria.
  • Sólides: Integra dados de desempenho e perfil comportamental, potencializando análises para gestão contínua.

Tomadas de decisão baseadas em relatórios claros explicam por que os times de RH ganham reconhecimento estratégico na empresa. Os relatórios não apenas orientam novas contratações, mas também direcionam planos de desenvolvimento, tema de outro artigo já abordado por nós: capacidade e desenvolvimento dos funcionários.

Painel digital com gráficos de recrutamento e indicadores de RH

Programas de estágio e trainee: necessidades específicas

A seleção de jovens talentos exige atenção. Programas assim têm calendário próprio, alto volume de inscritos e necessidade de identificar potencial além da experiência. Vimos muitas empresas migrarem de processos manuais para plataformas digitais justamente para lidar melhor com escala e personalização nestes casos.

  • Gupy: Tem módulos voltados à seleção nesses programas, com campanhas de employer branding e comunicação próxima dos candidatos.
  • Kenoby: Permite criar trilhas específicas, com etapas personalizadas e testes online integrados.
  • Sólides: Utiliza avaliações para enxergar aderência à cultura e potencial para liderança futura.

Esses detalhes fazem diferença. Em nossos treinamentos, mostramos como cruzar relatórios dessas soluções com o desenvolvimento posterior dos contratados, ajudando a planejar capacitação, trilhas EAD e acompanhamento individualizado. Se a sua empresa está se adaptando à transformação digital, selecionar a plataforma certa já é um passo decisivo para o sucesso dos programas de entrada.

O que define a escolha certa?

Nenhuma plataforma é absoluta: cada uma soma características que podem fazer mais (ou menos) sentido de acordo com a estrutura, cultura e necessidades do seu time de RH. A experiência mostra:

  • Processos de triagem precisam ser eficientes e justos
  • Integração evita informação solta e retrabalho
  • Experiência do candidato influencia o valor da sua marca empregadora
  • Relatórios claros são a base de planos de desenvolvimento
  • Flexibilidade faz programas de estágio e trainee realmente funcionarem

O futuro do RH, inclusive o recrutamento, é colaborativo, orientado por dados e cada vez mais próximo das metas do negócio.

Muitos dos nossos clientes relatam que ganharam tempo, assertividade e reputação quando alinharam escolha de plataforma com boas práticas de capacitação, inclusive, apresentamos essa discussão neste conteúdo sobre educação corporativa e consultoria.

Conclusão: recrutamento digital é sobre cultura digital

Na Motim Educação, percebemos diariamente como a escolha da plataforma certa para recrutamento está ligada ao grau de maturidade digital da empresa. Equipes que buscam inovação investem não só em sistemas, mas em desenvolvimento e formação contínua, uma ação, inclusive, capaz de transformar resultados em todas as áreas de negócios.

Se sua empresa está pronta para modernizar seu processo de recrutamento digital, daremos suporte na customização da trilha de desenvolvimento que vai além da escolha da ferramenta. Fale conosco e descubra como nossos treinamentos podem tornar sua equipe mais preparada para os desafios digitais dos próximos anos.

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Felipe Rochefeller

Sobre o Autor

Felipe Rochefeller

Felipe Rochefeller é sócio na Motim Educação e apaixonado por Treinamento & Desenvolvimento, com forte interesse em metodologias que unem tecnologia, criatividade e aprendizado prático à educação corporativa. Ele dedica-se a produzir conteúdos que inspiram empresas e profissionais a superarem desafios por meio do desenvolvimento de habilidades essenciais no mundo corporativo, especialmente nas áreas de tecnologia, análise de dados e inovação no ensino.

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