Ilustração de profissional escolhendo entre funções condicionais em planilha digital

Quando falamos sobre lógica condicional em tecnologia e análise de dados, poucas situações são tão frequentes quanto a escolha entre SE e SES (ou suas variações em outras plataformas). Essa decisão pode transformar o resultado de dashboards, relatórios ou rotinas automatizadas. Em nossos treinamentos na Motim Educação, percebemos que essa dúvida não é exclusiva de iniciantes: até mesmo profissionais experientes se deparam com funções condicionais que desafiam o raciocínio lógico nas planilhas, códigos ou bancos de dados.

Tomar a decisão certa entre SE e SES é mais do que uma questão de sintaxe. É sobre clareza, performance e prevenção de erros.

O que são SE e SES?

Antes de comparar, precisamos definir cada função. O SE, conhecido no Excel como “IF” ou em outras linguagens como “if statement”, é utilizado para testar condições lógicas e retornar um valor se a condição for verdadeira e outro se for falsa. Já a função SES (ou “IFS” em inglês) permite testar várias condições de uma vez só, seguindo uma ordem de checagem.

  • SE: Testa uma condição e retorna um valor.
  • SES: Testa várias condições em sequência e retorna o valor correspondente à primeira condição verdadeira.

Saber como cada uma funciona ajuda a decidir qual delas usar conforme o contexto da tarefa.

Quando usar o SE?

O SE se encaixa perfeitamente quando temos uma única condição ou precisamos de uma estrutura simples. Por exemplo, ao analisar uma coluna de vendas e identificar se um colaborador atingiu a meta:

Se vendas >= meta, retorna “Atingiu”; senão, retorna “Não atingiu”.

No dia a dia corporativo, situações como aprovações automáticas em relatórios, cálculos financeiros ou validações rápidas de dados utilizam a função SE. A vantagem está na simplicidade, clareza na leitura e facilidade de manutenção.

Em nossos cursos práticos, destacamos que utilizar o SE em excesso para criar efeitos de múltiplas condições pode tornar o arquivo confuso e pesado. Nesses casos, a reavaliação para adotar o SES pode ser o melhor caminho.

Quando o SES faz mais sentido?

O SES, por sua vez, resolve o problema da “aninhamento excessivo” do SE. Ele permite testar várias condições sem a necessidade de funções encaixadas. O SES analisa cada condição na sequência: a primeira que for verdadeira recebe a saída definida. Por exemplo, podemos classificar colaboradores em níveis de performance:

  • Acima de 90: “Excelente”
  • Entre 80 e 89: “Bom”
  • Entre 70 e 79: “Regular”
  • Abaixo de 70: “Precisa melhorar”

Utilizando apenas uma função SES, você trata todos esses casos de forma compacta e compreensível. O time todo entende. Manutenção futura fica mais fácil.

Benefícios de clareza e manutenção

Se nosso cenário envolve revisões frequentes e colaboração entre áreas, o SES costuma facilitar a comunicação. Códigos e fórmulas ficam menores e mais lógicos.

Nas turmas da Motim Educação, observamos que projetos corporativos extensos, com muitas regras de negócio, avançam mais rápido quando todos entendem facilmente a lógica dos relatórios. Isso reduz retrabalho e acelera o alinhamento.

Porém, não é só clareza. O SES também pode elevar a performance, principalmente em planilhas grandes ou scripts de automação, pois evita o processamento redundante de funções aninhadas.

Funcionários em frente a um quadro analisando relatórios e condições em planilhas

Onde a lógica condicional impacta o negócio?

Escolher corretamente entre SE e SES vai além de uma “preferência”. Pode gerar impactos diretos na tomada de decisão, no controle de indicadores e até em processos financeiros. Ao desenharmos nossos treinamentos, focamos em situações reais:

  • Planilhas para cálculo de bônus e premiações, onde condições mudam periodicamente
  • Rotinas de avaliação de risco (crédito, compliance, qualidade)
  • Dashboards de RH para segmentar perfis de colaboradores
  • Automação de rotinas via VBA que demandam múltiplos níveis de decisão (aprenda mais sobre IF no VBA)
  • Validações em bases de dados, reduzindo erros e retrabalhos (como usar validação de dados no Excel)

Quando a lógica condicional é mal estruturada, os erros não demoram a aparecer. Podemos perder informações, tomar decisões prejudicadas ou até atrasar projetos.

Erro comum: excesso de SE aninhado

É frequente recebermos planilhas de clientes com dezenas de SE's dentro de SE's. Embora funcione, fica difícil de entender, atualizar ou encontrar falhas. O excesso de SE aninhado não só prejudica a legibilidade, mas pode impactar o desempenho de arquivos grandes e expor a empresa a maior risco de falhas.

Quando a fórmula parece impossível de ler, é um bom momento para repensar e considerar o SES.

Em nosso guia prático de uso das fórmulas SE e SES no Excel para RH, mostramos exemplos reais de como migrar de fórmulas densas para soluções mais limpas e sustentáveis.

Qual usar em 2026? SE ou SES?

Com a evolução das plataformas e a tendência de automação dentro das empresas, nossa experiência aponta que o SES será cada vez mais requisitado, especialmente em situações de múltiplas regras e cenários variáveis. Na medida em que as organizações exigem agilidade para ajustar processos, a facilidade de manutenção do SES destaca-se.

Em situações simples, o SE ainda é imbatível. Exemplo: “Se atingiu a meta, então bônus; se não, sem bônus”. Porém, à medida que as regras aumentam, a migração para SES traz todos os benefícios já mencionados.

Tem crescido também o uso de estruturas combinadas, como SES associado a funções como SOMA ou ÍNDICE/CORRESP (aplicação de ÍNDICE e CORRESP no Excel). Isso eleva a eficiência das planilhas, trazendo relatórios mais inteligentes, sem depender de macros avançadas nem códigos complexos.

Gráfico de condições em painel corporativo ilustrando regras de negócios por cores

Como decidir rapidamente em casos práticos?

Depois de vermos tantos exemplos em treinamentos e consultorias, criamos um pequeno roteiro para decidir qual lógica condicional aplicar:

  1. Quantas condições? Se apenas uma, SE. Se várias (três ou mais), SES.
  2. Frequência de atualizações? Se há alterações frequentes nas regras, SES facilita ajustes.
  3. Colaboração? Se outras pessoas revisarão e modificarão a planilha, SES tende a ser mais compreendido.
  4. Combinação com outras funções? SES combina bem com funções de soma e buscas como ÍNDICE/CORRESP, trazendo flexibilidade sem abreviar a clareza.
  5. Peso do arquivo? Arquivos grandes beneficiam-se da estrutura mais racional do SES em relação a múltiplos SE aninhados.

Com esse roteiro, nossos clientes e alunos conseguem tomar decisões mais seguras e rápidas.

Dicas finais para logicistas de alto nível

Conhecer SE, SES e suas variações é ponto de partida. Mas para ir além, sugerimos sempre três práticas:

  • Documente as regras da sua lógica condicional. Isso reduz erros e dá autonomia para a equipe.
  • Evite misturar condições muito diferentes no mesmo SES. Quebre em etapas para manter clareza.
  • Invista em capacitação contínua. Mudanças de plataforma ou de processos não esperam ninguém.

Nenhuma função substitui uma lógica bem pensada e alinhada com as necessidades reais do negócio.

Conclusão: qual caminho seguir?

Enquanto o “SE” permanece uma solução confiável para casos diretos, o “SES” se firma como a escolha para estruturas mais robustas e flexíveis, tornando-se quase obrigatório em ambientes mais dinâmicos. Aplicar a função certa, no momento certo, faz diferença até nos resultados do negócio.

Na Motim Educação, acreditamos que treinamento contínuo e troca de experiências fortalecem o raciocínio lógico e garantem implementação segura das melhores práticas. Seja você do RH, gestor ou profissional de tecnologia, aprender a decidir entre SE e SES prepara seu time para os desafios de 2026 e além.

Convidamos você a conhecer nossa abordagem prática de capacitação, onde simulamos exemplos reais e garantimos domínio das principais técnicas. Busque o próximo nível com a Motim Educação e transforme o desempenho da sua equipe.

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Felipe Rochefeller

Sobre o Autor

Felipe Rochefeller

Felipe Rochefeller é sócio na Motim Educação e apaixonado por Treinamento & Desenvolvimento, com forte interesse em metodologias que unem tecnologia, criatividade e aprendizado prático à educação corporativa. Ele dedica-se a produzir conteúdos que inspiram empresas e profissionais a superarem desafios por meio do desenvolvimento de habilidades essenciais no mundo corporativo, especialmente nas áreas de tecnologia, análise de dados e inovação no ensino.

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